O presente da amizade
Avaliação do Usuário: / 0
PiorMelhor 
Nossa Igreja

Muitos anos atrás vivia, na Pérsia, um rei que amava o seu povo. Para conhecê-lo melhor ele tinha o costume de misturar-se no meio das pessoas com os mais variados disfarces. Um dia sentou-se numa esquina, e assim conheceu um homem que varria as ruas. Cada dia o rei voltava e sentava ao lado do gari, partilhava as suas humildes refeições e conversava longamente com ele. Desta forma o pobre acabou gostando do amigo desconhecido. Após muitos dias, finalmente, o rei decidiu revelar-lhe a sua verdadeira identidade e pediu para que escolhesse um presente que pudesse guardar como lembrança dele. O homem o olhou espantado, depois disse: “O Senhor deixou o seu magnífico palácio para vir aqui comigo cada dia, partilhou a minha vida difícil e a minha miséria. A outros poderia ter dado valiosos presentes, mas a mim o Senhor deu a si mesmo. Portanto, peço-lhe somente uma coisa: de não me excluir nunca mais da sua amizade”.

A historinha da Pérsia, deveria servir  para nos lembrar o valor da amizade e o sentido verdadeiro do amor. Um presente pode ser simples e modesto, como também sofisticado e caro; porém só tem sentido e valor quando é acompanhado pela sinceridade do afeto, do agradecimento e da amizade. Quando um presente é oferecido por pura formalidade, ou por interesse, pode ser usado, exibido, divulgado, mas vale por si mesmo, não pelos sentimentos da pessoa que o doou, porque não os têm. Cada presente “representa” alguém. Se for uma pessoa querida, o dom terá grande valor, se for alguém desconhecido ou pouco familiar, o dom dirá bem pouco a quem o recebe. Tudo isso para lembrar que, afinal, oferecendo presentes damos, em primeiro lugar, um pouco de nós mesmos, dos bons sentimentos que o carinho por aquela pessoa suscita em nós.

 

 

Dom Pedro José Conti

 

Adicionar comentário

Seu apelido/nome:
seu email:
Assunto:
Comentário: