“Aqueles que não têm nada é que nos ensinam tudo”
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Nossa Igreja

 

O Movimento Contemplativo Missionário Padre de Foucauld foi fundado na Itália, em 1951, pelo Padre André Gasparino, Sacerdote Diocesano. Anos mais tarde, encontrando-se como fundador, Padre André reconheceu viver uma profunda sintonia com a espiritualidade do Padre De Foucauld — que foi então escolhido como exemplo e intercessor da doação a Deus e aos irmãos menos favorecidos.

O Movimento foi constituído juridicamente em 1990, com a finalidade de viver e irradiar a primazia absoluta da oração em cada atividade apostólica e missionária da Igreja. Com os carismas Oração, Vida Fraterna e Escolha dos Últimos, os irmãos e irmãs consagrados buscam viver o que disse Padre André Gasparino “ A oração e o amor alcançam o impossível”.

Hoje, esses missionários estão presentes na África (Etiópia, Madagascar e Quênia), na Ásia (Bangladesh, China e coréia), na América do Sul (Brasil) e na Europa (Albânia, Itália, Inglaterra e Rússia). Para eles, a Palavra de Deus e a Eucaristia são as fontes da vida de oração — que tem a adoração eucarística, os retiros semanais e mensais, a formação bíblica, a formação teológica e a devoção à Maria Santíssima como expressões dos momentos fortes de espiritualidade.

— Nós vivemos mesmo pela Eucaristia, afirmou a Irmã Paula Duelle, 68 anos.

A alma e o centro propulsor do Movimento são as fraternidades dos irmãos e irmãs que escolhem a radicalidade dos Conselhos Evangélicos: Pobreza, Obediência, Castidade e Amor aos pobres. Como vivem em pequenas fraternidades, buscam dar às suas vidas consagradas o clima da Casa de Nazaré e a riqueza da vida em família. No Rio de janeiro são 7 irmãs e 2 irmãos, que atuam nas casas de missão de Guaratiba, Vila Valqueire e Jardim Gramacho.

A predileção pelos menos favorecidos foi feita com a finalidade de comunicar Deus e de se colocar a serviço desses irmãos, nas suas necessidades mais urgentes. Primeiro, cuidando dos meninos de rua — após a guerra, na Itália, à época da fundação — e, depois, descobrindo-se missionária, a comunidade se abriu ao cuidado a toda população carente.

— Nós vivemos no meio dos últimos... Como não cuidar deles? — questionou amorosamente a Irmã Giovanna Vassallo, 73 anos

De acordo com o Padre Piero Olivero, único sacerdote da comunidade de missionários no Rio de Janeiro, há 31 anos no Brasil, trabalhar com os “Últimos” é mais do que missão. É ocasião para aprender.

— Trabalhar com esses irmãos significa a alegria de ir ao encontro das pessoas que nos passam muitas coisas sobre o amor de Deus. Pois aqueles que não têm nada é que nos ensinam tudo: a verdadeira amizade, a acolhida, a gratidão... Esses são, para nós, os verdadeiros amigos, porque eles realmente comunicam o que é mais profundo e verdadeiro no coração humano, contou Padre Piero.

 

 

fonte:http://www.arquidiocese.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm

 

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