Evangelho

(37) 3242-3641


pe guilherme machado

Comentário ao Evangelho do 5o Domingo da Quaresma 29/03/2020 (Jo 11,3-7.17-27.33b-45) 

feito por Padre Guilherme* 

 

Naquele tempo, 3as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”. 17Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.33bJesus ficou profundamente comovido 34e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35E Jesus chorou. 36Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

 

Para muitas pessoas, daquele tempo e de hoje em dia, Jesus ter chorado (v. 35) e ter ficado interiormente comovido (v. 38) são apenas sinais de que Ele ficou sentido com a morte de Seu amigo Lázaro e com pena dos que choravam.

Por isso, muita gente, também daquele tempo e de hoje, estranhou que, mesmo sabendo que Lázaro já estava para morrer, Jesus não teve pressa de ir ao encontro dele. Para, talvez, impedir a morte realizando alguma cura milagrosa...

Mas, se observarmos com mais atenção este trecho do Evangelho de João, veremos que a atitude de Jesus, sem pressa de ir ao encontro do amigo Lázaro agonizante, indica uma intenção de alguém que sabia muito bem o que ia realizar.

O diálogo entre Marta e Jesus demonstra o que as pessoas daquele tempo acreditavam a respeito do depois da morte. Há também uma revelação de Jesus sobre Si mesmo. N’Ele a morte não é um fim, como pensam as pessoas que não têm fé, mas a ocasião de passagem para a vida eterna.

O choro de Jesus parece mais indicar um sentimento de tristeza ao ver tantas lamentações das pessoas diante da morte. Aquele povo, como muita gente hoje, ainda não tinha compreendido o que Ele anunciou.

Depois, diante da murmuração dos que questionavam por que Ele não impediu a morte de Lázaro, Jesus parece ter sentido mais uma inconformidade com a ignorância de fé daquela gente (v. 38). Foi o que deu mais força para que Ele decidisse mesmo trazer Lázaro de volta à vida, dando oportunidade para que essas pessoas passassem a acreditar.

Mesmo Marta, que pertencia ao grupo dos mais próximos de Jesus, ainda não tinha compreendido. Ela questionou o fato de se abrir o túmulo.

E Jesus não realizou o milagre, mas pediu a Deus Pai que o fizesse. Além de assumir plenamente a condição humana, mostrou que a oração a Deus é capaz de surtir efeito.

Diante de um sinal tão forte e marcante, as pessoas que presenciaram não tinham mais como negar que Jesus realmente tinha poder. Esse milagre influenciou na sucessão dos fatos que levaram à morte de Jesus. Seus adversários certamente ficaram preocupados com o que poderia acontecer dali em diante. Muitas pessoas começavam a ter cada vez mais o entendimento que Jesus era mesmo o messias esperado. E, se as coisas continuassem a seguir o rumo que pareciam ter, esses poderosos perderiam seu poder, benefícios e influência. Surgiu, assim, a decisão de que precisavam deter Jesus a qualquer custo e o mais rapidamente possível.

__________________

*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

 


Paróquia Sant'Ana de Itaúna
Diocese de Divinópolis

Praça Dr. Augusto Gonçalves, 344 - Centro
CEP.: 35.680-054 ITAÚNA-MG
Telefone: (37) 3242-3641
E-mail: contato@paroquiadesantana.com.br

Expediente Paroquial

Atendimento da Secretaria:
De Segunda-feira a Sexta-feira de 7:30h às 17h30

Atendimento dos Padres:
Quarta-feira e Quinta-feira: 8h30 às 10h | 14h às 16h