pe guilherme machado

Comentário ao Evangelho do 32o Domingo do Tempo Comum 11/11/2018 (Mc 12,38-44)

feito por Padre Guilherme*

Naquele tempo, 38Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. 41Jesus estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 43Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

COMENTÁRIO

Os doutores da Lei eram pessoas que ocupavam um lugar que era considerado muito importante na sociedade daquele tempo. Assim, diante da tentação do poder, acabavam tirando proveito de sua posição social. Jesus condenou duas faltas graves que eles cometiam: a vaidade, que se manifestava nas vestes vistosas e na ganância por poder, dinheiro e lugares de honra em reuniões sociais. E também a hipocrisia de fingir rezar muito para que os outros vissem.
Os defeitos desses pretensos mestres eram, no fundo, a desvirtuação do verdadeiro sentido de seu ofício. Jesus chamou a atenção para essa contradição: se por um lado eles se faziam importantes e manifestavam uma religiosidade aparentemente profunda, sua prática demonstrava o contrário.
A mulher naquele tempo era considerada um ser humano de segunda categoria. Se acontecesse de tornar-se viúva, ficava então numa situação ainda mais difícil, podendo contar somente com a caridade dos outros. Especialmente dos mestres da Lei, que passavam a ser os tutores legais e administradores de seus bens. Esses mestres, fingindo oferecer apoio, tiravam proveito abusando da hospitalidade dessas pobres mulheres. Jesus afirmou que esses homens, embora disfarçassem sua intenção verdadeira, não conseguiriam escapar da justiça divina.
Jesus ainda falou do contraste entre a ganância desses mestres da Lei e a doação de uma pobre mulher viúva que ofereceu uma pequena oferta no templo. Embora essa oferta fosse muito pouco, sua generosidade foi grande, uma vez que era tudo que tinha.
O que Jesus ensinou nesta passagem aos seus discípulos é que o verdadeiro caminho para se encontrar com Deus não é feito pelo prestígio social e poder que os mestres da Lei demonstravam querer tanto. Mas pela pobreza do coração que é capaz de se abrir e se colocar disponível para Deus. Sendo capaz do desapego daquilo que se tem, mesmo que seja muito pouco.

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*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

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