pe guilherme machado

Comentário ao Evangelho do 3o Domingo do Advento 17-12-2017 (Jo 1,6-8.19-28)

feito por Padre Guilherme*

6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio dar testemunho da luz. 19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21Eles perguntaram: “Quem és então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” 23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” – conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” 26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28Isto aconteceu em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

O evangelista deixou bem claro que a missão de João Batista é diferente da missão de Jesus. É uma missão de preparação. Não era João Batista que traria a salvação, mas preparava o caminho para essa salvação.

As autoridades judaicas começaram a ficar preocupadas ao ver a ação do Batista. E o motivo dessa preocupação era porque ele estava fazendo anúncio sobre um acontecimento que todo o povo de Israel esperava. A decisão de mandar perguntar a João Batista quem ele era não foi motivada apenas por simples curiosidade, mas na intenção de verificar se seria necessário impedi-lo de continuar falando ao povo.

A primeira resposta anulou um argumento forte que os judeus teriam para denunciar João Batista. Ele afirmava claramente que não era o Messias. Depois questionaram se ele era Elias. Conforme passagens do Antigo Testamento, o profeta Elias voltaria para um último chamado à conversão antes do juízo final. Mas ele também negou isso.

Na resposta, João citou uma passagem do livro do profeta Isaías. Ele se identificava apenas como uma voz, um alerta. Um chamado à conversão diante da aproximação do Messias.

Entre os que queriam saber sobre João Batista havia fariseus, que eram estritos e exigentes cumpridores da lei. Assim, quiseram saber também por quais motivos João batizava as pessoas, já que não era o Messias e nem se considerava profeta. A resposta foi simples: seu batismo não era algum rito ou ação que levasse à salvação diretamente. Era mais uma ação humana de preparação e incentivo para o Batismo definitivo que o Messias iria trazer. Esse sim, que conduziria à salvação.

Nos tempos já próximos do início da atividade de Jesus, os movimentos de profetismo tinham diminuído dando lugar à observância da lei e sua interpretação pelos mestres. Muitas pessoas acreditavam que, perto da vinda do Messias, surgiria alguém que recomeçasse os anúncios proféticos. Assim, pensavam que João Batista tinha chegado para assumir essa função. E dentre os seguidores dele surgiram até correntes que o consideraram mesmo o profeta definitivo. Tanto que passaram a crer ser ele o Messias. Ainda hoje, na região do Irã, existe uma seita de origem judaica que acredita ser João Batista o salvador.

João Batista era mais testemunha que profeta. Chamava atenção não para um Messias que estava por vir, mas que já estava no meio da humanidade que não o conhecia. João deixou bem claro que não era o Salvador, mas apenas alguém que preparava Sua chegada.

A figura de João Batista ensina que a missão do cristão envolve, além da conversão e do seguimento, também ações que levem as outras pessoas a experimentar um encontro com a pessoa de Jesus, que é sim Aquele através de quem a Salvação pode ser alcançada.

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*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

 

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