pe guilherme machado

Comentário ao Evangelho do 15o Domingo Comum 15-07-2018 (Mc 6,7-13)

feito por Padre Guilherme*

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Nesta passagem vemos Jesus enviando os discípulos à missão. Além de orientações para o ministério, Ele também falou sobre hospitalidade e rejeição. Essas recomendações servem como que um manual de instruções para a atividade missionária.

O que os discípulos tinham como tarefa era continuar o que Jesus iniciou. Nos tempos antigos, quando não existiam estruturas desenvolvidas de comunicação, os conhecimentos de diversos tipos, inclusive religiosos, eram divulgados por viajantes que se dedicavam a isso.

Se antes, o evangelista Marcos conta que Jesus tinha chamado doze seguidores (Mc 3,13-19), neste trecho é contado em detalhes a missão para a qual eles tinham sido convidados. Uma tarefa que deveria ser realizada em duplas, conforme o costume que já existia no judaísmo. Esse jeito de anunciar foi mantido depois, no início das primeiras comunidades cristãs.

Chama a atenção o valor dado aos ensinamentos, que se sobrepõem até mesmo às necessidades materiais. O desapego é condição necessária para todo missionário. A pobreza, além de favorecer mais liberdade e disponibilidade, é também sinal de abandono e confiança na Divina Providência. Mostra também coragem de assumir as incertezas da fé. Todo aquele que toma parte na missão tem que ser capaz de assumir riscos, até mesmo do fracasso da missão. A principal preocupação do missionário não deve ser o sucesso de sua atividade, até porque fracasso e rejeição são possíveis. A persistência, disponibilidade, entrega e confiança em Deus precisam vir antes.

A falta de preocupação com os bens materiais também é também um sinal da urgência da tarefa dos discípulos. Não há tempo a se perder com outra coisa a não ser o anúncio. Por isso, a aceitação da hospitalidade dos lugares visitados evitava perda de tempo com a busca de acomodações e alimento.

O missionário enviado por Jesus deve se ocupar em realizar apenas aquilo que lhe cabe. O restante da missão deve ser entregue para a ação de Deus. Por isso não se deve perder tempo com pessoas que não se abram para ouvir a pregação. O gesto de sacudir a poeira dos pés nos locais onde não houvesse boa acolhida não era um julgamento, mas servia para mostrar que nada se devia conservar de quem não estivesse disposto a ouvir. Também tinha função de provocar reflexão entre o povo do lugar.

Esta passagem nos leva a pensar sobre como tem sido nosso jeito de seguir Jesus. Temos nos ocupado apenas de nossa responsabilidade? Confiamos na ação da Divina Providência? Qual nossa reação diante daqueles que não estão abertos ao anúncio?

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*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

 

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