pe guilherme machado

Comentário ao Evangelho do 2o Domingo da Quaresma 17/03/2019 (Lc 9,28-36)

feito por Padre Guilherme*

Naquele tempo, 28Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. 30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. 33E, quando estes dois homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo. 34Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!” 36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

Em algumas situações da vida de Jesus, a montanha ocupou significado importante. Era local de revelações a respeito de Sua identidade e missão. Foram em lugares elevados que ocorreram as tentações. Foi onde Jesus proferiu sermões. E também foi no alto de um monte que teve lugar Sua morte redentora, sinal maior da persistência pela salvação da humanidade. Esses lugares altos eram também escolhidos por Ele para momentos de oração, que eram ocasiões de encontro com o Pai.
Desde tempos antigos, as figuras de Moisés e Elias tinham significado importante para o povo de Israel, associadas à glória e à vinda final do messias (Ml 3,22; Dt 18,15-18). Moisés fazia lembrar a Lei e Elias o profetismo. A presença deles foi indicação de que Jesus é o profeta e a lei.
Na conversa, Jesus e as duas figuras falavam do lugar onde se realizaria o ato através do qual Ele traria a redenção: Jerusalém. Se Moisés liderou o primeiro êxodo (caminhada do povo de Israel liberto da escravidão do Egito para a terra prometida na região da Palestina) e Elias defendeu o valor daquele acontecimento, Jesus possibilitou, para todos que acreditam, o êxodo definitivo, que é a caminhada do povo liberto das escravidões desta vida em direção à terra prometida que é a vida eterna em Deus. A Paixão é o acontecimento que marca o início de uma nova caminhada de liberdade.
A voz vinda da nuvem repetiu a apresentação que já tinha sido feita antes, no batismo. Mas nesta fala foi acrescentada a recomendação de se ouvir o que Jesus dizia.
Diante daquela manifestação, Pedro ficou tão atraído pela beleza da glória, que sentiu vontade que aquele momento se prolongasse. Mais tarde, ele e os outros discípulos compreenderam que ainda não era tempo para isso. Antes de se alcançar a glória ara preciso cumprir nesta terra uma missão, que muitas vezes podia ser sofrida e dolorosa, como foi a de Jesus. O cumprimento da missão envolve algumas vezes o silêncio, a espera e a confiança na Providência Divina.
Esta passagem nos leva a pensar que não são experiências espetaculares e grandiosas que sustentam a caminhada de fé. Elas são sim apoio e reforço. Mas o principal tem que ser a confiança na palavra de Jesus. Um silêncio acompanhado de uma constante esperança tem mais força de nos manter na caminhada, apesar dos desafios e provações, que os momentos grandiosos que não acontecem a todo momento.

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*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

 

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