pe guilherme machado

Comentário ao Evangelho do 25o Domingo Comum 19/09/2021 (Mc 9,30-37)

feito por Padre Guilherme* 

 

Naquele tempo, 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”. 32Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?” 34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. 35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” 36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: 37“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou”. 

Neste tempo, Jesus já caminhava com os discípulos mais discretamente. Seus ensinamentos levavam os ouvintes a compreender o sentido verdadeiro da fé, sem espaço para que algum grupo fosse mais importante ou tivesse mais privilégios que as outras pessoas. Foi o descontentamento dos que não mais poderiam se beneficiar da fé, caso esses ensinamentos se propagassem, que levou a termo a conspiração que causou a morte de Jesus.

Ele fazia o possível para deixar bem claro o que iria acontecer, a paixão e morte. Mas os discípulos não compreendiam bem. Como parte do povo de Israel, eles também vinham de uma expectativa de um messias que não poderia estar associado a dor e sofrimento. Só depois da ressurreição, com o dom do Espírito Santo, eles entenderam.

Na ocasião descrita no trecho, os discípulos ainda estavam presos a preocupações menores, como saber que entre eles fosse o mais importante. Não haviam compreendido que o reino de Jesus não comportava preocupação com importância ou posição dentro do grupo

 

Jesus explica, então, que em Seu projeto a grandeza está na pequenez. A riqueza é a capacidade de servir o semelhante, sobretudo o mais pobre e humilde. A figura da criança exemplifica essa pessoa, porque traz a inocência e a simplicidade.

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*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.