O que devo fazer quando alguém vem me falar de outra pessoa?

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“Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus”. (Tg 3, 8-9).


O que lemos acima, um trechinho da carta de São Tiago, é uma constatação muito antiga de que o ser humano tem uma propensão a falar mal dos seus semelhantes. A tentação é muito grande, e caímos constantemente. Mas a pergunta é: o que fazer para evitar os boatos, as fofocas e as maledicências?
Quando alguém chega até nós, falando mal de uma pessoa, destruindo a sua dignidade à surdina, temos três escolhas a fazer: engrossar o coro das acusações; silenciar; ou defender a pessoa atingida, repreendendo o acusador. Quando apoiamos as maledicências, não dando oportunidade àquele que está ausente de se defender, somos continuadores da fofoca no mundo. Quando silenciamos, concordando ou não com a fala do acusador, omitimos a nossa defesa, pecando por omissão. Quando defendemos a pessoa acusada e repreendemos o acusador, estamos optando por não fazer parte da boataria e do crescimento da falsidade e da fofoca no mundo. Tentamos arrancar, assim, o mal pela raiz, ainda que seja um fato isolado.
A fofoca não faz bem. O falar mal das pessoas acaba sempre mal. “O que guarda a boca e sua língua guarda a sua alma das angústias”. (Pv 21, 23). Um dia, ela descobre que nós falamos pelas suas costas, e a falsidade será exposta para o mundo, e nos envergonharemos de tudo isso. A língua mata a dignidade das pessoas, por isso, vamos usá-la para aliviar, dar esperança e bendizer a vida. É certo que há muita tentação para se falar de alguém de quem não gostamos, mas isso é mostrar a nossa tibieza diante de Deus.
Mais dolorido ainda é quando falamos mal de alguém que gostamos; de alguém que consideramos nosso amigo quando estamos na sua frente. A hipocrisia e a falsidade matam as pessoas que amamos, porque é aí que nasce o “demônio dos olhos verdes”, como dizia Dante Alighieri para se referir ao ciúme (à inveja). “Se alguém entre vós diz ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião dele é vã”. (Tg 1, 26).
Por isso, busquemos domar a nossa língua, este músculo pequeno que salva e que condena; que traz esperança e devastação; que bendiz e que destrói. “Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde”. (Pv 12, 18). Sejamos sábios para dar saúde aos que estão ao nosso redor, e assim não os mataremos com a espada cortante de nossas maledicências!

Pe. José Luís Queimado, C.Ss.R, 07 de Maio de 2016 às 06h31. Portal A12


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