Evangelho

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pe guilherme machado

Comentário ao Evangelho do 19o Domingo da Tempo Comum 13-08-2017 (Mt 14,22-33)

feito por Padre Guilherme* 

 

Depois da multiplicação dos pães, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. 33Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”.

 

Quando mandou os discípulos partirem no barco enquanto despedia a multidão, Jesus parecia querer amenizar o entusiasmo dos deles pela multiplicação dos pães.

Ficaram, portanto, sozinhos. Foi ocasião propícia para Jesus, com mais um sinal, concluir o ensinamento que tinha iniciado na multiplicação: de que era mesmo o Filho de Deus. Caminhar sobre as águas revelou o domínio sobre as forças da natureza, uma atribuição divina.

Ao verem alguém andando sobre as águas, os discípulos sentiram medo. Mesmo Jesus dizendo ser Ele mesmo, Pedro pediu uma demonstração. Jesus atendeu. E, quando Pedro deu mais atenção ao vento que soprava, começou a afundar. Em outras ocasiões, as reações de Pedro mostram que a fé dos discípulos era questionada e provada. Demonstravam ter fé, mas uma fé que precisava ser amadurecida.

Esse trecho pode ser relacionado ao episódio da tempestade acalmada (Mt 8,25-26). Em ambas passagens, a presença de Jesus neutraliza a ação das forças contrárias. Nas duas situações, para o vento parar foi necessário fé.

Com Jesus no barco, o vento cessou. Hoje, a figura desse barco pode evocar a Igreja, meio com o qual se pode atravessar as águas incertas da vida. É necessário coragem e confiança na presença divina em Jesus. Com Ele, os ventos contrários deixam de ser impedimento e é possível seguir em frente.


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*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira.

 


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