Bodas de Ouro Sacerdotal de Dom Mário

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Homenagem a Dom Mário Clemente Neto por ocasião de seu Jubileu de Ouro Sacerdotal

Dom Mário Clemente Neto, nestes 50 anos de sacerdócio viveste a alegria do serviço, tal qual o Senhor Jesus ensina no gesto do lava-pés.

Renunciou a si mesmo para promover a vida daqueles que são os filhos prediletos do Pai.

Missionário Espiritano, ou seja, da Congregação do Espírito Santo sob a proteção do Imaculado Coração de Maria, exerceu boa parte do seu ministério na Prelazia de Tefé, no Amazonas. Ainda hoje, depois de se tornar bispo emérito continua tendo grande amor pela Igreja de Tefé e continua servindo com empenho àquela gente.

Hoje, na plenitude do seu sacramento, guia, apascenta, ensina e santifica o povo de Deus a vós confiado como sucessor dos Apóstolos. Sabemos que a Nossa Mãe Santa Maria trouxe Jesus ao mundo uma vez; mas os sacerdotes trazem-no à nossa terra, ao nosso corpo e à nossa alma, todos os dias, através da Santa Eucaristia, alimentando-nos do Cristo que nos vivifica, para ser, desde já, penhor da vida futura.

Com o Evangelista São Marcos, elevamos a aclamação que é vosso lema de ordenação episcopal: “Vim para Servir”! (cf. Mc 10,45). E louvamos ao Senhor por ser este pastor com uma vida marcada pela simplicidade, abnegação e despojamento, entrega a Deus, à Igreja, à missão e ao povo; espelhando-se sempre em Cristo, o Bom e Belo Pastor.

Que seus ensinamentos, tão profundos, possam servir de esteio para a sedimentação de nossa fé, em proximidade com Jesus Cristo. Que nossa padroeira, a Senhora Sant’Ana, possa abençoá-lo sempre. Parabéns! Paróquia Sant’Ana de Itaúna.


Itaúna, 14/08/2016
Por: Cristina Freitas

Dom Mário Clemente Neto, CSSp, nasceu no dia 7 de agosto de 1940, na cidade de Itaúna (MG). Ele é bispo prelado emérito de Tefé (AM).  Ingressou na Congregação do Espírito Santo, onde professou em 2 de fevereiro de 1963. Realizou seus estudos fundamental e médio em Itaúna e no Colégio do Caraça, em Minas Gerais.


Estudou Filosofia em Mariana e na Faculdade de Filosofia e Letras de Divinópolis. Fez seus estudos teológicos na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Ordenou-se padre no dia 14 de agosto de 1966, em Itaúna.

No dia 31 de julho de 1980, o Papa João Paulo II o nomeou bispo prelado coadjutor de Tefé, no estado do Amazonas. Recebeu a ordenação episcopal no dia 19 de outubro de 1980, em Itaúna, das mãos de dom Joaquim de Lange, dom José Costa Campos e de dom Alfredo Ernest Novak. No dia 15 de dezembro de 1982 tomou posse como bispo prelado, sucedendo a dom Joaquim de Lange. E, em 19 de outubro de 2000, o Papa aceitou seu pedido de renuncia por motivo de idade. Seu lema episcopal é "Vim para servir".

E no útlimo dia 14 de agosto, Dom Mário celebrou o seu Jubileu de Ouro Sacerdotal. A Diocese de Divinópolis preparou duas celebrações. A primeira na sexta-feira, 12, na Catedral Diocesana, onde a Santa Missa foi concelebrada por Dom José Carlos, Dom Tarcíso, Dom Lelis Lara e pelos padres Pedro Gondim, Hordones, Paulo Pereira, Luis Carlos, Carlos Eduardo e Cassimiro. A segunda celebração aconteceu no dia que ele completou 50 anos de sacerdócio, na Matriz de Sant'Ana, onde Dom José Carlos, Dom José Belvino e os padres Francisco Cota, Geovane, Adriano, Everaldo e José Raimundo Bechelane concelebraram com o bispo emérito de Tefé - AM.

 

MÁRIO CLEMENTE NETO: DOM NOSSO E DE DEUS PARA A AMAZÔNIA!  50 ANOS DE SACERDÓCIO.

 
Mário Clemente Neto nasceu aos 07 de agosto de 1940, 76 anos hoje, numa comunidade rural chamada Capão Escuro, que então pertencia a Itaúna e mais tarde passou ao território do município de Carmo do Cajuru, criado em 1948.


Recebeu o Batismo na capela de São Sebastião, na comunidade de Córrego do Soldado, em Itaúna, das mãos do famoso e santo Pe. Waldemar Antônio de Pádua Teixeira, então Vigário da Matriz de Sant’Ana, em Itaúna.


É o 15º filho de uma família de 20 irmãos, frutos de dois casamentos do pai Antônio Clemente Neto (conhecido como Antônio Honório), que se casou com duas irmãs, Maria Francisca (a primeira, com quem teve 11 filhos) e Maria Eulália (a segunda, com quem teve 9 filhos). A mãe de Mário era tia dos seus irmãos mais velhos.


Em 1953, Mário saiu da roça e foi morar com os irmãos mais velhos na cidade de Itaúna para poder continuar os estudos, iniciados lá na escola rural, onde fora colega de escola da minha mãe. Lembro-me de ela me contar que levava arroz em casca que meu avô colhia, para ser beneficiado na fazenda da família de Mário. Já morando na cidade, Mário foi confessar-se e encontra-se com um sacerdote que colocaria os horizontes da sua vida: Pe. Adriano Turkemburg. Este sacerdote da congregação dos padres do Espírito Santo trabalhava com outros religiosos no Colégio Sant’Ana e nas paróquias de Itaúna e região. Era irmão do inesquecível Pe. Luiz Turkemburg, por décadas vigário da Paróquia de Fátima, em Itaúna, professor de educação artística e musical, na Escola Estadual de Itaúna. Nesta conversa com Pe. Adriano e numa visita posterior do padre à casa do menino, que se escondeu por vergonha, veio a pergunta decisiva e incomodadora: Mário, você não quer ser padre? Padre espiritano, claro!


Aí começa uma resposta a Deus, que levou aquele menino do Colégio Sant’Ana ao Caraça, de lá ao Seminário de Mariana, de lá a Teresópolis, no Rio, de lá a Roma, onde estudou teologia, morando num Colégio Internacional, onde, na convivência com os colegas, aprendeu inglês, francês, italiano, além do latim, língua das aulas, das provas, da liturgia.


Estudou sentindo o cheiro do Concílio Vaticano II, efervescente e fascinante naqueles anos da década de 60. Foi aluno de grandes nomes da teologia, como Fucks, Latourelle, Alfaro e outros. São teólogos e autores lidos até hoje. Mário viu os ventos que balançavam as batinas dos bispos no concílio e os ventos que balançaram a Igreja depois do Concílio.


Foi ordenado sacerdote aos 14 de agosto de 1966, pelas mãos de Dom Cristiano Portela de Araújo Pena, nosso primeiro Bispo. Foi o primeiro e único padre da congregação do Espírito Santo de origem itaunense. Ordenação no dia 14 e missa solene no dia seguinte...


Dali por diante, Mário, agora padre, deu muitas voltas e assumiu muitas tarefas na congregação: professor, formador, vigário... até virar bispo e amante da Amazônia.


Passou bons anos em Itaúna, no Colégio dos Padres Espiritanos. Ajudou muito a nossa diocese. Conheceu e conviveu com muitos de nossos sacerdotes veteranos: Ordones, Demóstenes, José Raimundo, Bento, Pedrosa, sem mencionar os mais antigos, José Netto, Hugo, João Parreiras, Guerino e Antônio Pontello... Assumiu trabalhos pastorais junto às comunidades de Itaúna, Itatiaiuçu, Azurita... Participou ativamente da nossa Pastoral Rural, na companhia do grande formador do povo rural da nossa diocese, Frei Bernardino Leers. Organizou e coordenou na diocese os cursos de preparação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, uma novidade do Concílio.


Pe. Mário esteve com Pe. Ordones e Pe. Demóstenes em Tefé, onde já estavam os padres e um bispo espiritanos, quando começou o projeto de Igrejas-irmãs, na década de 70. Nossos padres voltaram e Pe. Mário ficou uns meses por lá.


Chegou o dia de ir embora de Itaúna. Foi trabalhar numa paróquia confiada aos padres espiritanos em São Paulo, na região da Lapa. Num período de férias de um colega espiritano que trabalhava em Tefé, Pe. Mário foi para lá, cobrir a ausência do companheiro de congregação. Pronto! Gostaram dele.


Dom Joaquim de Lange, espiritano holandês, então bispo da Prelazia de Tefé, gostou dele e tramou tudo. Indicou o seu nome para ser seu substituto como bispo da Prelazia. As tramas humanas tiveram os bons olhares de Deus e... eis Padre Mário nomeado bispo coadjutor de Tefé. Ficou dois anos com Dom Joaquim à frente da Prelazia e a assumiu em 1980.


19 de outubro de 1980: missa solene no Poliesportivo de Itaúna, e eu lá, para a ordenação episcopal de um padre de 40 anos. Eu que achava meus 46 ainda poucos para essa tarefa. O Bispo de Tefé, Dom Joaquim, presidia a cerimônia, Dom José Costa Campos, nosso segundo bispo, e Dom Alfredo Novak eram consagrantes.


Assim começa uma história de amor pela Amazônia. A sedução veio de dois encontros, duas idas, duas visitas à bela e exuberante Amazônia. Bastou isso para que um homem de 40 anos se encantasse com a cor, o cheiro, o jeito daquela gente e daquela Igreja, indígena e mestiça, quente e alegre...


Vinte anos como bispo de Tefé. A renúncia veio aos 60 anos, em outubro de 2000. Renunciou ao ofício de bispo, mas não renunciou ao amor pela gente, pelas terras, pelas águas, pelas belezas do coração da floresta. Já se passaram 16 anos e o Bispo Mário virou vigário, sendo Bispo, de uma das Paróquias da Prelazia. Nem malária, nem tuberculose, nem hepatite, nem marca-passo fizeram esse homem voltar de lá.


Já fiz proposta para ele voltar para sua terra natal e para ser aqui e fazer aqui o que ele faz lá. Mas a resposta vem rapidamente. “Lá na Prelazia, somos poucos. A paróquia é grande. Não posso deixar lá o padre sozinho. Meu coração está bom. Agora tenho marca-passo. Funciona na batida certa. Quero ficar por lá.”
Eis o homem que nasceu na roça, estudou na Europa e dá a vida pela Amazônia, já há 36 anos!


Formado no ventre da mãe e em meio a numerosa família, consagrado para ser sacerdote e profeta de Deus, começou cedo o caminho vocacional, a vida sacerdotal e o ministério episcopal...

Seminarista aos 13 anos, padre aos 26 e bispo aos 40. “Sou uma criança”, poderia ter dito ele a Deus, como Jeremias. Não teve medo das distâncias, nem das águas, nem dos bichos da floresta... “Eu estou contigo para defender-te”, disse-lhe o Senhor, e Mário acreditou. Não teve esposa e por isso não conheceu o divórcio, mas da Esposa que tem não quer se separar, daquela desposada em núpcias espirituais: a Igreja da floresta, a amada Amazônia, a querida Tefé. A aliança destas núpcias não lhe sai do dedo e leva ainda a forma do Espírito, aquele que o marcou no Batismo, na Crisma, no Carisma, no sacerdócio episcopal. Fez-se incapaz do casamento com uma mulher do mundo para abraçar e amar a Igreja, esposa pobre e bela escondida debaixo das imensas árvores, que são o pulmão do mundo, e regada pelo mais caudaloso e mais comprido rio do mundo, o Amazonas.


Obrigado, Dom Mário, pelo seu sim de 50 anos. Obrigado pelo seu testemunho de simplicidade e despojamento. Obrigado pelo seu amor pela natureza e pela gente da Amazônia. Obrigado por ser um dom: dom nosso para a Amazônia e dom maturado pela Amazônia para nós! Que o Espírito Santo de Deus, titular da sua congregação, renove a face da sua vida e da sua vocação! Amém.

 

Divinópolis, 12/08/16

Dom José Carlos Souza Campos

Bispo de Divinópolis

 

O Cristo Sorridente!

Exmo. e Revmo. Sr.
D. Mário Clemente Neto,
Com muita alegria, vim concelebrar a Santa Missa com o senhor para agradecer a Deus o seu dourado cinquentenário de sacerdócio. E também seus 36 anos de episcopado, e também seus 76 anos de vida bem vivida...
Dizia Santo Agostinho a seus diocesanos: “Para vós sou Bispo; convosco sou cristão! Ser cristão é minha alegria; ser Bispo é minha cruz!...”
Parafraseando o santo e sábio Bispo de Hipona, o senhor, Dom Mário, poderia dizer aos sacerdotes o que eu sempre digo, brincando: “Para vós sou Bispo; convosco, sou sacerdote... Ser sacerdote é uma cruz; ser Bispo é um cruzeiro!...”
Mas deixemos o bispo um pouco de lado e falemos do sacerdote, que Dom Mário sempre foi e é, já faz 50 anos...
Uma canção popular brasileira, chamada “Adeus, solidão”, canta mais ou menos assim: “Eis que agora eu posso gritar: sou feliz porque tenho alguém para amar... Então eu canto: Adeus, solidão; pois o amor tomou conta do meu coração...”
Muita gente pensa que o padre vive uma triste solidão, sem família, às vezes morando sozinho...
Antes do casamento, para cumprir o mandamento do amor ao próximo, todos seguem esta ordem: amam primeiro os pais, depois os irmãos, depois os parentes, depois todos os outros. Mas, quando se casam, mudam a ordem de amar o próximo: primeiro, amam uma ao outro; depois os pais, os irmãos, os outros...
Já o sacerdote, não sendo de ninguém, é de todos: ama a todas as pessoas igualmente, homens e mulheres, pais e mães, filhos e filhas, todas as ovelhas do seu rebanho, sem nenhuma ordem de preferência. O padre distribui o seu amor com toda a gente: santos e pecadores, sábios e simples, fieis ou incrédulos e tudo por amor de Deus!...
Engana-se, portanto, quem pensa que o padre vive em solidão. Não há solidão no coração de quem ama tão profundamente a Deus e ao próximo, como faz um bom e santo sacerdote!...
E há uma curiosidade, Dom Mário, para a qual lhe chamo a atenção: o padre, mesmo sendo Bispo, continua a ser mais padre ainda! Senão, vejamos: o Bispo faz batizados: o padre muito mais; e agora até os leigos, como Ministros extraordinários do Batismo; ou então sempre, em casos de urgência... O Bispo faz Crismas: mas o padre, autorizado pelo Bispo, também pode crismar... O Bispo atende confissões: e o padre então, se é zeloso pastor, nem se fala... O Bispo celebra a Santa Missa e distribui a Santa Comunhão: e o padre também, às vezes várias vezes por dia; e até os leigos podem ser Ministros da Comunhão... O Bispo unge os enfermos e agonizantes: e o padre também, às vezes perto, indo à pé; às vezes muito longe, indo de carro ou a cavalo, seja dia ou seja noite... O Bispo assiste aos Matrimônios com testemunha, porque quem administra este Sacramento são os noivos, um ao outro; a quantos casamentos o padre assiste, e com toda a paciência, se os noivos se atrasam ou se os assistentes, que muitas vezes não freqüentam a Igreja, ali procedem indignamente; agora até leigos também podem ser Ministros qualificados do Matrimônio...
Por fim, chegamos à conclusão de que há só um Sacramento que só o Bispo pode administrar: é o Sacramento da Ordem, isto, da Ordenação Sacerdotal!...
Assim sendo, podemos dizer que alguns Bispos são muito pouco Bispos, porque ordenaram poucos sacerdotes; enquanto outros Bispos são bem mais Bispos, porque ordenaram muitos padres...
Na verdade, meus irmãos e irmãs, o Bispo acaba sendo, na prática, muito mais padre do que Bispo. Dom Mário foi e é sempre assim. Quem não o conhece, nem imagina ser um Bispo, de tão simples que ele é: tão humilde, de sandálias nos pés, de vestes tão despojadas. Às vezes, muitos se assustam, ao vê-lo colocar a mitra: “Oh! Ele é Bispo gente!...”
Quando os padres espiritanos fizeram 100 anos de presença lá na longínqua Tefé do Amazonas, fui participar da festa, lá na Igreja irmã de Divinópolis. Lá fiquei por um mês, junto com o Pe. José Carlos de Souza Campos, nosso atual Bispo diocesano; e o Pe. Geraldo Menezes, que depois lá trabalhou por algum tempo...
Então descobri e vi que Dom Mário vivia e vive até hoje como um simples padre, dada a carência de clero... Andava correndo por todo lado... Alimentava-se de peixe e farinha... Viajava de barco pelas vastidões do Solimões, visitando as paróquias e comunidades às margens do grande rio... Enfrentava perigos de naufrágios, de doenças, de cobras venenosas e animais ferozes, de mosquitos atrevidos transmitindo malárias. Às vezes passando fome e sede...
Um dia, Dom Mário quis mostrar-me uma dessas comunidades ribeirinhas, bem afastada... No meio da viagem, deu a hora do almoço: a fome veio... Dom Mário pediu ao barqueiro que parasse à beira do rio, onde umas mulheres lavavam roupas; pediu-lhes licença para cortar uma palmeira ali perto; tirando-lhe o palmito, limpou-o e o levou para fazer companhia ao arroz e ao feijão que tinha levado. Que simplicidade, que frugalidade; mas então que manjar dos deuses!...
Mas, meus irmãos e irmãs, um pormenor sempre me chamou a atenção em Dom Mário: é o homem, o padre, o bispo do sorriso!... Não um sorriso falso, fingido, hipócrita, não!... Mas um sorriso franco, simples, sincero, fraternal, paternal, amigo!...
Parafraseando o Papa João Paulo II, que disse: “Cristo é o rosto humano de Deus; e o rosto divino do homem”, podemos dizer tranquilamente: “Dom Mário, para nós, é o rosto sorridente de Deus; e, para Deus, é o rosto sorridente do homem!... Uma criança, um jovem, qualquer um poderia dizer tranquilamente: “Dom Mário é o Cristo sorridente no meio de nós!...
É isto que sinto, olhando para o senhor, Dom Mário... Nestes 50 anos de sacerdote, de missionário espiritano, de um autêntico cristão, o senhor tem sido o sorriso humano de Deus para nós; e o sorriso divino de nós para Deus. Eis aí o que é o sacerdote: o homem que traz Deus aos homens; o homem que leva os homens a Deus...
Com outras palavras, podemos dizer: Há 50 anos que muita gente tem visto Deus através de Dom Mário... Ou, querendo fazer uma gracinha, imitando o sorriso do nosso homenageado, podemos explicar: Dom Mário é um santo sacerdote que, de vez em quando, faz o papel de Bispo!... Mas, seja como padre ou como Bispo, através dele, o povo tem chegado até Deus; e, através dele, Deus tem visitado, abençoado e salvado o seu povo... Através dele, o nosso povo tem sorrido para Deus; e, através dele, Deus tem sorrido ao nosso povo: Dom Mário, Bispo, sacerdote, ministro de Deus, é Cristo sempre sorridente para nós: que bênção e que graça!
Parabéns, Dom Mário, santo sacerdote, sábio profeta e bondoso pastor... Parabéns, por estes 76 anos de vida, por estes 36 anos de Bispado, e sobretudo por estes 50 anos de abençoado sacerdócio... Continue sacerdote em nosso meio, Dom Mário, por muitos anos ainda, para a glória de Deus e para o bem das almas!...
E agora, Dom Mário, faço questão de abraçá-lo, como se abraça o próprio Cristo; e beijar suas mãos ungidas, como se beijasse as mãos do próprio Cristo, cinquentenário sacerdote, tão zeloso Bispo, “Cristo sorridente no meio de nós”... Parabéns, Dom Mário!...

Itaúna, 14/08/2016
Dom José Belvino do Nascimento
Bispo Emérito de Divinópolis.

Fotos: Fabricio Pereira


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