Pensando sobre a Assunção de Maria

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Assuno de Maria

A Assunção da Virgem”, pintura de Peter Paul Rubens, 1616, Museu Real de Belas-Artes da Bélgica

Padre Guilherme reflete sobre os dogmas a respeito da mãe de Jesus.

A Igreja professa quatro afirmações de fé (dogmas) a respeito de Maria, a mãe de Jesus:

1- Maternidade Divina; 2- Virgindade Perpétua; 3- Imaculada Conceição; e 4- Assunção.

Antes de aprofundar sobre qualquer um deles, é necessário entender bem o que vem a ser um dogma. Os dogmas são definições que a Igreja foi estabelecendo através dos tempos a respeito da nossa fé. Eles servem para nos orientar e para que possamos evitar erros na fé.

Cada dogma mariano revela algo sobre Maria e tem sua origem no que está afirmado no Novo Testamento e também no que foi desenvolvido na Tradição da Igreja. Como Maria está sempre relacionada a Deus, os dogmas marianos também trazem realidades de Deus. Como Maria é uma pessoa que se tornou exemplo do seguidor de Jesus e da comunidade de fé, os dogmas sobre ela trazem informações que se referem a todo cristão e a toda a Igreja.

A Assunção de Maria

O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi proclamado pelo Papa Pio XII, em 1950, através de uma constituição apostólica (documento papal sobre assunto importante) chamada “Munificentissimus Deus” (em português: O mais generoso Deus). O papa afirmou que Maria, “tendo completado o curso de sua vida terrestre, foi assumida, de corpo e alma, na glória celeste”. Ou seja, foi levada ao céu, tendo seu corpo glorificado por Deus.

Fica mais fácil entender isso quando pensamos em outro dogma, o da Imaculada Conceição, que foi proclamado antes, em 1854. Neste dogma, é afirmado que Maria não trazia em si a marca do pecado original, isto é, foi concebida em santidade, tendo em vista a missão que teria em sua vida.

Jesus não poderia nascer de alguém que tivesse em si o pecado original. E, como sabemos que a morte é consequência do pecado, por Maria não ter essa marca do pecado em sua vida, não teria como passar pela mesma morte dos pecadores.

Maria é, assim, a demonstração para nós do que seria a humanidade se não houvesse o pecado. A morte não seria na dor e no sofrimento, mas uma passagem para a glória do céu. Diante disso podemos nos perguntar: Mas e Jesus? Sabemos que ele morreu. Mas acontece que Jesus morreu por causa dos nossos pecados. Foi para a remissão dos pecados de toda a humanidade que Ele tomou sobre si todas as dores.

O dogma da Assunção de Nossa Senhora incentiva a nossa fé. Deus acolhia com amor tudo de bom que Maria realizava nesta terra. Conforme ela seguia Jesus, buscando a vontade de Deus, o Senhor ia assumindo e transformando sua pessoa. Até que chegou o momento final.

Na nossa vida também pode ser assim: a cada passo novo que vamos dando na nossa fé, Deus vai nos assumindo e nos transformando. Ele nos toma pela mão e nos eleva. Podemos experimentar um pouco da experiência da assunção que, em Maria, foi plena, foi total.

A assunção de Maria é também sinal de Deus para a Igreja que caminha na história. Maria é tudo o que a Igreja deseja ser: santa, seguidora de Jesus e fiel até o fim. Na esperança de ser elevada ao céu pela graça de Deus, mas também por sua participação na entrega e vontade de seguir os passos de Jesus.

Que Maria seja sempre exemplo e nossa companheira na caminhada para o céu!

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*Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira. Apresenta os programas Caminhada na Fé, toda sexta-feira, às 14:00 horas, na Rádio Divinópolis AM 720 e Momento Mariano, aos domingos, ao meio-dia, na Rádio Santana FM 96,9.


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